É preciso haver necessidade de ambos. Necessidade de amar freneticamente, de assistir ao mesmo programa na Tv, de experimentar os mesmos medos, de correr na mesma direção. É preciso que haja mutualidade na briga do casal, nas conversas dolorosas porém necessárias, no abraçar para segurar o outro num momento difícil. Porque amar, na integridade do verbo, é recolher os espinhos do corpo do outro, é beijar o rosto ao invés de querer transar só pelo prazer carnal. Amar é precisar do outro e ter a disponibilidade de suplicar por isso (…) O amor é feito de súplicas.
Luíza Noronha
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